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Questões Pertinentes

 

 

Questões da autoria da Investigadora Joana Pinto da Universidade do Minho, que é também autora de um site chamado https://vamoslaparafora.wixsite.com/vamoslaparafora - que gentilmente nos autorizou a sua divulgação

Desafia. Aprende. Cresce.

 

No coração da criação das Rotinas Selvagens está a filosofia de que as crianças florescem quando lhes é proporcionado tempo e espaço para brincar livremente, em contextos experimentais, sensorialmente ricos, e potenciadores de aprendizagem.

Fundir contacto com a natureza e a oportunidade de explorar resulta na forma única de chegar ao ponto chave das crianças que permitirá um desenvolvimento tão harmonioso quanto possível.

 

1)    Qual o nome do projeto e localização geográfica?

O nome do projeto é “Brincar Fora da Caixa”, mas como tivemos que criar uma associação para poder ter recursos e fazer candidaturas, fundamos em Agosto de 2020 a Associação Rotinas Selvagens, que integra o projeto inicial, bem como outros onde convergem os mesmo objetivos, promoção de brincar livre, contacto com a natureza, e desemparedar da aprendizagem

2)    Qual a natureza institucional do projeto?

Somos uma Associação sem fins lucrativos e temos como visão ser uma entidade que procura criar sinergias na comunidade, quer com cidadãos comuns, pais, profissionais de diferentes áreas, como com outras organizações. Acreditamos que temos muito a aprender com a “filosofia” da própria natureza, e como tal, a criação de redes, de espírito de comunidade ou tribo, nos pode enriquecer pela diversidade.

3)    Quais os destinatários e idades?

Os destinatários principais são crianças dos 3 aos 10 anos de idade, mas numa visão de flexibilidade, porque outro aspeto que valorizamos é o ganho que existe em juntar crianças de idades diferentes:
“As crianças beneficiam de brincar com parceiros de várias idades (…) As brincadeiras com parceiros de diferentes idades, ensinam às crianças um tipo de interação que não acontece entre miúdos da mesma idade (…) a maior parte da nossa aprendizagem vem da observação dos outros…” (em “O Livro que gostaria que os seus pais tivessem lido”, Philippa Perry)

4)    Que espaços ao ar livre frequentam? Recreio? Que valências? Montanha, horta, floresta, quinta, parque, praia, outros...

Jardins públicos, mata, zonas ribeirinhas, quinta de produtos biológicos, praia (somos muito privilegiados )

5)    Quanto tempo passam ao ar livre por dia e por semana (ou sessão)?

Depende do contexto e do horário em que é organizado, também consoante a disponibilidade das famílias envolvidas, mas em regra geral, entre 2 a 4 horas (pela vontade deles seria sempre mais )

6)    Quanto tempo passam a brincar livremente, em atividades livres, ao ar livre por dia e por semana (ou sessão)?

No grupo mais próximo de crianças/famílias que são mais assíduas nos nossos encontros, por norma, isto acontece entre 2 a 4 vezes por semana, e entre 1 a 2 horas por dia (em dias de semana; aos fins de semana entre 2 a 4 horas)

7)    Fazem saídas a outros espaços? Quais? Com que periodicidade? 

Procuramos sempre que possível explorar novos locais, até pela procura também de espaços que tenham outras potencialidades ou acesso a elementos naturais, a ou a fauna ou flora em específico, por vezes selecionamos locais que nos permitam ir ver anfíbios, outras vezes locais que nos permitam ir ver borboletas ou flores novas; uma das explorações que fazemos que também é um pouco menos comum de se ouvir referir é ida às salinas, não só pela avifauna possível de encontrar, como pelo sal, e pelas brincadeiras e formas diferentes de exploração que o sal permite.

8) Outra particularidade do projecto: Inspiração pedagógica, serviços oferecidos, número de sessões por dia/semana...

Inspiração pedagógica - Neurociências, TimberNook de Angela J. Hanscom, Berry Brazelton, Sydney Playground Project, Pedagogia Waldorf, Child Lead Learning, Dr. João dos Santos, Prof. Dr. Carlos Neto, entre muitos outros.

Dois aspetos que consideramos diferenciadores, são a localização geográfica e as condições metereológicas.

Além desses, a formação, a multiculturalidade e as habilitações diferenciadas dos profissionais envolvidos permitem uma intervenção com um ênfase muito marcado pelo cruzamento de objetivos relacionados com a saúde, a educação, a ação social e a preservação ambiental que nem sempre é comum encontrar noutros projetos com formato similar.